Hoje eu fui conversar com a psicóloga e acho que muitas das coisas que ela me falou podem ajudar vocês que estão desanimadas com o projeto. Ela começou perguntando sobre o que eu estava buscando aqui no spa. Contei toda aquela história que eu contei no primeiro post, disse que queria reeducar a minha alimentação, retomar os exercícios físicos e voltar pro mundo com a motivação necessária para ser magra, sempre e acabar de fez o efeito sanfona. Ela me perguntou do que eu tenho sentido aqui no spa. Disse pra ela que me sinto como se estivesse num rehab. Comecei a ver a comida como uma droga mesmo, que me consome, que me deixa de mau humor quando não tenho o que quero, que mesmo sabendo que me faz mal, que me deixa gorda e infeliz, eu continuo comendo. Uma dependência. E ter essa consciência me deixa ainda mais triste. Ficar duas semanas enclausurada, longe dos meus amigos e da minha família, presa dentro de um spa, porque eu não tenho disciplina suficiente, me faz sentir um ser humano fraco. Fico envergonhada.
A psicóloga então começa a fazer um paralelo entre o desafio de se manter magra e o desafio de crescer na sua carreira profissional (Comparação infeliz na minha situação de desempregada, mas muito elucidativa). Ela começou a me perguntar sobre vestibular, faculdade, estágios, empregos e o mestrado. Nem tudo foi fácil conseguir, tanto na faculdade como no mestrado eu tive que tentar duas vezes pra passar. No estágio e nos empregos eu me dedicava e tentava aprender coisas novas para crescer e me superar. Porque na vida só se alcança sucesso com dedicação para vencer os obstáculos. Ela continua com a comparação afirmando que eu não parei a minha vida profissional quando eu alcancei o meu primeiro emprego, que eu continuei na luta para crescer mais e mais. Não basta eu perder 10 quilos e parar, eu preciso continuar estabelecendo metas em cima de metas. Daí ela me perguntou: porque será então que você se sabota no desafio de emagrecer e não faz o mesmo na sua vida profissional? Foi aí que eu me dei conta, eu me saboto geral. Mas pra não mudar o foco da prosa, respondi que na vida profissional o meu trabalho influencia os outros e no emagrecimento eu só me prejudico. “E porque você merece ser castigada?” Boa pergunta.
Ela começa a explicar uma teoria sobre a oralidade. Um bebê quando sente fome, dor, medo ou qualquer coisa que ele não consegue explicar, a primeira coisa que a mãe faz é dar o peito para ele mamar e tudo se acalma. Depois vem a fase que a criança começa a experimentar o mundo colocando tudo na boca, terra, cadeira, qualquer coisa. Depois já grandinhos, sempre que a criança se comporta, o prêmio é ir ao Mc Donald’s, tomar sorvete etc. Muitas vezes, a comida remete a lembranças do passado de reunião de família e amigos. Com isso nós, desde cedo, começamos a entender que a recompensa e o conforto para nossas dores e frustrações vêm pela via oral como roer unhas, fumar cigarros e comer. É aquele papo: minha vida está uma merda, só me resta comer, é o único prazer que eu tenho. “Você tem fome de quê?” Tenho fome de sucesso profissional, de amor e de cumplicidade. Mas a ironia é que comida pode me confortar, mas só derruba minha auto-estima e me afasta daquilo que eu realmente quero.
O plano de ação é:
1 - Entender a sua relação com a comida, o que está por trás dessa dependência, qual frustração te faz comer, o que você tem feito para mudar?
2- Ter consciência que você só está prejudicando a si mesma e sabotando a sua própria felicidade.
3- Pedir ajuda. Não é fácil fazê-lo sozinha.
4- Criar metas semanais e periódicas. Farei dieta 4 vezes por semana, exercício 2 vezes por semana.Indo aos poucos até que vire uma rotina.
5- Tatuar no cérebro: isso não tem cura! Uma vez gordinha, sempre gordinha. A dieta é pra vida inteira. Claro que durante uma festa, um final de semana, uma viagem todo mundo se dá ao luxo de comer mais porque faz parte do social. Mas depois é preciso retomar a dieta, sempre.
Eu sempre leio um blog de uma menina engraçada que vive contando os problemas da vida dela. De uns tempos pra cá, comecei a achar ela uma chata. Ela só reclama de tudo. Diz que a vida dela é uma merda, que é gorda, que odeia o emprego, que é encalhada, que isso e aquilo. Mas o que ela faz pra mudar? Se a gente canalizasse as energias que gastamos reclamando e sofrendo pra colocar uma idéia em prática, pra buscar emprego, pra se mexer, acho que emagrecer viria como conseqüência, sabe?
Eu me detesto depressiva e detesto me sentir uma pessoa fraca. Eu vou vencer!
Eu não consigo sozinha. E to me sentindo TÃO sozinha agora. To triste. Mas tenho certeza que você vai conseguir! Vai sair daí uma pessoa muito mais forte :*
ResponderExcluirNada disso Lolita... VAMOS LÁ! ESTAMOS TODAS JUNTAS!!! Meu post foi um momento de fraqueza, mas já recuperei as forças e vc tb vai! Celita, sua psicóloga fez milagre até em mim!!! Meta da semana: emagrecer 3kg pra poder ir na médica! Pq tive 1 mês pra fazer isso e fiquei de sacanagem.
ResponderExcluirBjosss
Adorei esse post Célia, é isso ai. Concordo plenamente com essa psicologo. Quando estamos mal nos escondemos através da comida e isso acaba piorando mais ainda a situação.
ResponderExcluirFORÇA !!! Eu acredito em vcs e sei que vão consgeuir.