Então, tô tentando parar de fumar né? Já (já!) tem 3 dias. Mas não tem sido nada fácil. Vide a hora que eu estou postando isso. Parar de fumar está na concorrência para ser uma das coisas mais difíceis que eu farei na minha vida. Está disputando o terceiro lugar com o “esquecer um ex-amor”. Fiquei essa madrugada toda debatendo o que seria pior e ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Fico fazendo analogias e é incrível como as duas ações são idênticas desde o princípio ao fim.
No início é só prazer, chega a dar onda. Você vai se entregando ao vício de forma que já não se imagina sem ele. Ele passa a ser seu companheiro. Você nunca está esperando sozinha, pensando sozinha, você nunca está sozinha. E com o tempo, ele começa a fazer parte de quem você é, da sua personalidade, dos seus trejeitos e poses. E aquilo vai te diminuindo e te fazendo mal, mas você nem percebe. Até que você percebe. Até que você tem de esquecê-lo. E por mais que você saiba disso e por mais que tudo e todos te provem por A+B que essa relação não te levará a lugar nenhum a não ser uma doença crônica, você fantasia que com você será diferente. Até que não é diferente. Os males começam a aparecer. O vício te encalha. E você decide acabar com isso. Se pudesse mandava apagar da mente qualquer traço do dito cujo da sua memória. Mas não dá. Então o que te resta é evitá-lo. Não vejo, não sinto. Ah se fosse assim tão simples...
A vantagem do cigarro é que a tecnologia já desenvolveu uma droga paliativa em forma de adesivos para diminuir o meu sofrimento. Enquanto que para esquecer o ex-amor, a tecnologia só criou ferramentas para dificultar a situação ainda mais. Com o cigarro eu tenho uma relação de 12 anos e com o ex-amor eu tenho lembranças e sonhos que não caberiam em uma vida inteira.
Não consigo decidir quem fica com o terceiro lugar. Só sei que ambos ainda estão por fazer. Acho que serei uma eterna fumante apaixonada.
que post mais bonito.
ResponderExcluiragora vc pode nos dizer quais foram as duas coisas mais difíceis que vc já fez na vida?